Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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ᒥ TREINO ᒧ stamina e velocidade

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Não existiam razões maiores para existência. Sobreviver era o único verbo que poderia mantê-lo de pé durante todos os dias depois das tragédias de sua vida. Não era, decerto, um prodígio. Sequer havia sido abençoado com poderes sobrenaturais. Era uma criança ordinária, que seguia o dia de cada vez. Um cínico grego. À sua felicidade bastava apenas aquilo que a natureza do seu corpo ansiava. E, naqueles instantes clamava por força. Sim, derrotar pessoas era sim uma motivação justa. Tornar-se forte ao ponto de retirar os membros mais fortes do patamar por eles alcançados. No topo, a sombra. Este era o seu maior alvo. Se de fato fosse o mais forte, deveria derrotá-lo. Não era de todo louco, todavia, conhecia as próprias montanhas as quais deveria escalar antes de atingir um nível verdadeiramente digno.

Observava o pôr do sol sobre uma alta montanha, na costa dos arredores do País do Vento, assistindo o encontro majestoso entre os raios remanescentes e um mar tempestuoso. Encarava tudo aquilo de frente, pondo o corpo contra a ação das ondas. — Hyaaaaah! — esbravejava contra tudo. O furor contido a partir de um grande urso ainda não era manifestado. Não era ódio, sequer amor. Simplesmente agressão no estado mais bruto da palavra. Era isso negativo? Aceitar a própria natureza é imoral? Não existiam tais preceitos morais a um Kyōbōna. A eles fora negado qualquer traço de humanidade. Ensandecido contra o mundo natural, entregou-se de corpo e alma. Deixou-se ser acertado diversas vez, até finalmente adentrar o mar. Prendeu a respiração. "Meus punhos derrogarão este mar" decidiu-se com um olhar selvagem. Assumia postura selvagem, inclinando o tronco e mantendo uma posição de quatro apoios. A luz de seus olhos sumiam, restando somente o "vazio".

A respiração mantinha-se pesada, difícil de assimilá-la naquelas condições, ainda mais enfrentando uma força provinda de Odin. Por sorte podia contar com assentamento sanguíneo. Enfrentou, sozinho, todas as adversidades presentes. Lhe ausentava qualquer traço de racionalidade. Vendia a humanidade em prol de batalhar. Um verdadeiro deus da guerra. O único que se manteria de pé quanto todos os demais alcançassem o chão. Alimentaria-se das vísceras dos seus oponentes. Quiçá dos espíritos de luta. A intenção assassina era pura, como a de um animal quando confrontando sua presa. Inexistente qualquer malícia. Ações bestiais, selvagens. Cada vez mais afundava-se na própria vontade de aniquilar. Adquiria, sob aquelas condições, uma força notável no tocante à respiração. Preparava-se, diante de todas as dificuldades, para angariar poder superior.

As amarras de todo o guerreiro eram os seus próprios sentimentos. Quem sabe o medo. Não deixaria se prender pela mundanidade. Somente a divindade poderia compreendê-lo. Assim confiava seu destino à Odin, seus passos à Sleipnir, sua força à Gungnir e seu descanso às Valquírias. Venceria as próprias guerras, sejam elas quais fossem. Fazia-o nestes instantes, derrotando seu próprio eu, obtendo uma condição respiratória acentuada com o passar do tempo. Depois de tanto ser acertado, jogado à costa, afundado, avariado, era natural ascender um passo mais na direção de força superior. Ao fim de tudo, estava exausto, deitava-se sobre a areia, observava astros diversos sobre visão privilegiada. "Olhe pelo seu filho, Odin!" clamava.

...


Retornava ao vilarejo lentamente. Não havia ninguém para quem pudesse voltar. Não importava, apenas precisava de si e de sua força. Andava, à noite, direcionando os passos àquilo que seria o campo de treinamento do vilarejo. Suas intenções eram claras: continuar o treinamento. Desta vez, resolveu focar naquilo que pudesse fazer a diferença sobre as lutas que enfrentasse em diante. Trataria, portanto, de treinar a velocidade. Quão rápido fosse, mais ágil poderia matar o seu inimigo e finalizar o combate. E, baseado em comparação com sua força, haveria de praticar por alguns dias, quem sabe semanas, até finalmente colocá-las em um mesmo nível. Basearia seu treinamento naquilo vivido durante os anos decorridos dentro da formação escolar: a academia ninja. Acoplou, aos pés, braços e torso, pesos. O campo plano serviu como uma luva para dar início a corrida. Tentou manter a rapidez de sempre, sem perder velocidade com as massas afixadas. Foi incapaz, porém não se entristeceu perante a inabilidade.

Manteve o nível por horas, realizando pequenos e curtos ciclos de corridas. Seriadas, buscava cada vez mais acostumar-se a tamanho peso. Somente assim, possivelmente, conseguiria atingir a um novo nível de agilidade. Uma passada seguida da outra definiam um ritmo altíssimo. Não tinha como calcular o tempo que levava num pequeno tiro de cem metros. Ainda sim, era sabido não estar correndo à velocidade máxima. Inicialmente, não pôde suportar nada além de dez repetições. Não desistiria. Sua individualidade também era capaz de proporciona-lhe motivação quando necessário. Não somente isso, considerar-se filho de um deus lhe dava o apoio para persistir de maneira resiliente. Depois de muito correr e praticar, deitou sobre o chão gélido e tenro do campo de treinamento e lá dormiu. O fez por algumas horas, pregando os olhos e descansando o corpo, preparando-se para aquilo viria a seguir.

O segundo dia começara bem cedo. Logo quando os olhos davam vista ao sol se abriam. Tão logo levantado, não preocupou-se com atividades higiênicas. Simplesmente começou a correr contra o vento com todas as suas energias. Repetia, nesse sentido, o ritmo de treinamento adotado no dia anterior. Desta vez, havia progresso. Conseguiu, com grandes dificuldades, executar uma série a mais. Totalizou onze repetições de baixo intervalo. O progresso não era notável de imediato, ainda sim existia.

Passaram-se os dias, um após o outro. A sua velocidade, bem como a capacidade de percorrer maiores distâncias, diminuir o tempo entre séries e aumentar o número de repetições aumentavam. Seu ritmo era simplesmente frenético. Ao fim de uma semana, conseguia atingir a mesma velocidade inicial. Ao alcançá-la com pesos, sabia que a musculatura do corpo estava bem adaptada a atingir patamares elevados. Retirou os pesos extras e deu um pequeno pique de alguns metros. Surpreendeu-se com os resultados obtidos. Feliz com tudo aquilo, retornou às ruas.
HP: 225/225
Chakra: 225/225

+1 em stamina e +1 em velocidade.

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