Os Imortais
Okina conseguiu destruir Sunagakure, tornando o vilarejo um só com as suas origens, as areias profundas do deserto. O mesmo aconteceu em Kirigakure no Sato, onde a entidade afundou a vila no oceano que o cercava. Porém, ao tentar acabar com Konoha, a inimiga da humanidade falhou sendo impedida pelos novos salvadores do mundo. Abençoados por Hagoromo, os ninjas Mako e Mordred conseguiram selar a adversária criando uma segunda lua pairando sobre o planeta. Passadas algumas semanas, uma seita antiga se reuniu procurando o local onde poderiam ressuscitar Jashin, um deus antigo. Liderados por uma mulher capaz de ouvir a voz do deus, os seguidores subiram a Cordilheira dos Deuses e encontraram uma rocha cheia de selamentos frágeis e acabaram assim liberando um novo inimigo que se diz ter muitos nomes: Kami-sama, Jashin-sama e Shaka-sama. A nova divindade absorveu os poderes da lua onde Okina foi selada e transformou-se totalmente, porém, uma quantidade estranha de chakra vazou e espalhou-se no planeta inteiro.O novo inimigo da humanidade marcou três vilarejos: Konoha, Iwa e Kumo. Mas quais são seus verdadeiros planos? E quem é a pessoa que despertou depois de muitos anos?
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[Treino/Qualidade] O cego que tudo vê.

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O cego que tudo vê

Muitos anos se passaram desde o incidente – sim, o incidente que roubou de mim algo muito preciosa – e mesmo assim segui em frente sem debandar. Desistir nunca esteve em meus planos, sabia que havia uma solução. Mas até acha-la, sabia que deveria lidar com a perda dos meus olhos da melhor forma possível.

Estava caminhando como fazia normalmente, usando uma bengala de cegos para me locomover. Tateava o chão e os arredores antes de cada passo, era realmente complicado. Apesar disso, não tive outras complicações como shinobi, eu tinha certa inteligência necessária e era considerado um prodígio por ter despertado tantos poderes, ainda jovem. Minha audição havia melhorado também, como consequência da perda de um sentido, e foi neste mesmo dia que me dei conta do caminho que deveria trilhar.

Não tardei mais, conhecia o mapa de Konohagakure como a palma de minha mão e me guiei até o centro de treinamento usando pontos de referência conhecidos para mim (rochas irregulares, postes, lixeiras) e até perguntando o caminho quando escutava alguém próximo. Ao estar no local onde queria, um campo aberto, estava frente a frente com bonecos de madeira com eixos giratórios, usados para treinamentos de taijutsu. Cada eixo tinha no mínimo três “galhos” que serviam como contragolpes no praticante que estivesse usando o equipamento, e, portanto, eram muito traiçoeiros.  Para meu treinamento funcionar, deveria expandir minha audição, então faria isto aos poucos, amarrando guizos em cada um desses galhos para que produzissem ruídos ao se moverem.

O treinamento começaria. Larguei de mão a bengala e concentrei-me frente ao boneco de testes em uma postura de combate corporal meio falha pela inexperiência na arte. Tateando o boneco para reconhecer suas partes, espalmei uma das saliências, atentando-me ao ruído produzido pelo guizo. O contragolpe era fácil de identificar, portanto contrapus o palmo oposto ao golpe anterior contra a saliência que viria contra mim em seguida, espalmando-a para o lado oposto. Porém, ainda ingênuo, não conseguia distinguir os sons e não me atentei ao contragolpe seguinte que veio pelo lado onde havia espalmado primeiro. A pancada me acertou em cheio na bochecha, e com ela bandeei para o lado, ferido. – Tsc! – grunhi, irritado.

Tentaria com mais calma, aproximando-me novamente do boneco. O primeiro golpe foi dado com o braço direito, o esquerdo veio para bloquear o contragolpe e em seguida abaixei-me para desviar do golpe que visava minha cabeça. Agora tinha uma leitura mais aprimorada do boneco, e os sons me ajudavam. Abaixo o suficiente para esquivar dos golpes do eixo superior, atingir o eixo central fazendo-o rodar com a pancada e bloqueando o contragolpe com o cotovelo, ergui-me outra vez e espalmei o eixo superior enquanto acertava um pontapé no inferior e bloqueava o central com o joelho.

Era como uma dança, os olhos fechados me permitiam me concentra nos barulhos dos guizos com atenção e aos poucos a desvantagem se tornava uma dádiva. Mas ainda era cedo demais, e fui atingido simultaneamente por dois golpes de diferentes direções que me amassaram. Cuspi um pouco de sangue no chão, massageando os lugares afetados com as mãos. – Ainda não! – ciente do funcionamento do treino, recusei a desistência e parti outra vez. Golpe após golpe, defesa após defesa, era como se um mundo se abrisse para os meus ouvidos. Algumas horas depois já conseguia ler completamente os movimentos do boneco e minha velocidade me permitia defender a todos, embora minha força não fosse tão grande.

Era chegada hora de evoluir para o segundo passo! Removendo os guizos, os guardei novamente na bolsa ninja e me aproximei outra vez do boneco. Ciente de que esse passo seria mais difícil, resolvi começar com calma. Golpes lentos e rítmicos, como uma dança, os movimentos do boneco deveriam ser um só com os meus e assim estavam sendo. Os golpes que eu recebia eram fracos demais para me fazer recuar, até por eu mesmo impor pouca força neles, aos poucos meus ouvidos foram se adaptando com o barulho da madeira cortando o ar e assim podia distinguir proximidade e velocidade apenas pelo som produzido receptado pelos meus tímpanos.

Ao fim do dia, com o pôr do sol e o surgimento da lua por entre as nuvens, meu treino estava completo. Saí de lá, satisfeito, mas levava comigo a bengala como lembrança.

Treino de qualidade como o titulo diz, minha ficha é essa. Aqui está constando dizendo que tenho o defeito cegueira (total, três pontos) e portanto posso treinar sentidos aguçados mesmo que sejam estes inatos. Portanto, estou treinando Audição Aguçada. Eu sou prodígio, logo a qualidade cai para apenas 1 ponto.

OBS: Post com 714 palavras.

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